quinta-feira, 27 de novembro de 2014

 Roda de conversa


   o horto é uma comunidade de mais de cem anos, ela foi criada quando trabalhadores do jardim botânico construíram suas casas em volta do jardim , com a autorização do diretor do parque, ninguém invadiu nada. essas pessoas passaram suas casas de geração , as famílias foram crescendo e assim o horto foi crescendo. muitos anos se passaram e hoje o governo quer remover a comunidade alegando que eles estão morando sem permissão, em área pública que pertence ao parque . Os moradores dizem que é pior influência da mídia e do comércio. também alegam que muitas vezes chegam a ser humilhados. isso é um absurdo porque aqueles moradores moram lá a anos , não estão fazendo mal a ninguém , nem prejudicando. estão sendo removidos por ganância. todas as pessoas tem direito de ter uma vida digna sem humilhação , podendo escolher onde morar.

grupo: horto colonial
Vitoria oliveira

segunda-feira, 24 de novembro de 2014


                                                                Passei de campo




No passei de campo, a professora nos levou para conhecer cada parte ou tipo do Horto, como Horto Imperial, Horto Chique, Horto das Remoções e etc..
A professora também nos levou para conhecer algumas casas que estão dentro do Jardim Botânico as quais foram citadas no dia da roda de conversa.
Conhecemos também uma esvola que se encontra dentro do Jardim Botânico e que cada dia que passa eles a diminui e que já foi feito um portão para que não
ultrapassem mais, mostrou também que algumas casa que estão sendo construídas,acima do Horto, vamos dizer assim, que tem escavadeiras e etc.
Eles estão desmontando o Horto por que os moradores sempre estiveram lá e eles que chegaram agora estão acabando com tudo e as casas dos trabalhadores
da usina são lindas, também existe uma parte que meio que fecharam com muros dizendo que iriam fazer plantações de flores, só que até hoje não fizeram nada..


por: Mayara Magalhães // Horto Chique

terça-feira, 18 de novembro de 2014


HORTO COLONIAL

"A comunidade do Horto Florestal possui uma história tão antiga que remonta ao início do processo de colonização do Rio de Janeiro, ainda no século XVI. Segundo o cronista Vivaldo Coaracy, o Engenho D´El Rey foi fundado para o cultivo da cana-de-açúcar, pelo governador Cristóvão de Barros (1571-1575) e depois administrado por Antonio Salema até 1577. Para tal empreendimento, tentou-se utilizar a mão-de-obra indígena, mas essa foi rapidamente substituída pela africana, a qual constitui-se na primeira população da região. 


Em 1596 o Engenho D´El Rey foi vendido ao vereador Diogo Amorim Soares que, em 1609, voltou para Portugal, transferindo a posse do Engenho, por requerimento deferido pela Câmara dos vereadores, a Sebastião Fagundes Varela, como dote por seu casamento com a filha do então governador. Assim permaneceram, as terras e a Lagoa salgada da região, no nome de Fagundes Varela até que, em 1660, Rodrigo de Freitas de Mello e Castro herdou do sogro Fagundes Varela o engenho, que foi conservado em poder de sua família por 150 anos. Desde então, as águas salgadas em formato de coração passaram a se chamar Lagoa Rodrigo de Freitas. Diogo Amorim transformou o Engenho D´El Rey num grande latifúndio, incorporando as terras vizinhas e mudou o nome do empreendimento para Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, tendo sido uma das maiores propriedades da Freguesia da Gávea. 

Em 1808 D. João VI desapropriou o Engenho de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, de propriedade de Rodrigo de Freitas, para a construção de uma fábrica de pólvora. Alguns meses depois, fundou o Real Horto (que hoje é o Instituto Jardim Botânico). Para tais empreendimentos, houve uma 2ª onda populacional, pois os trabalhadores da fábrica e do parque foram convidados a residir nas proximidades do trabalho. Em 1811, foram erguidas vilas para a instalação dos trabalhadores da fábrica de pólvora e do Jardim Botânico. Assim, gerações de famílias de funcionários e descendentes de funcionários da antiga fábrica e do Jardim Botânico construíram uma comunidade nos arredores do parque, com autorização (formal e informal) das diversas administrações do Jardim Botânico e/ou do Ministério da Agricultura, instância de poder a que o Horto Florestal estava subordinado na época. 

Com o advento da República e seus projetos de industrialização surgiram as fábricas de tecidos na região, como a famosa América Fabril. Delas decorreram as vilas operárias, um casario bastante emblemático do início da história operária no país e localmente conhecido como Chácara do Algodão. Esta foi a 3ª onda de ocupação pelos habitantes do Horto. "
  
Paloma, Maria luisa e Ana carolina 
grupo horto colonial 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Horto Chique

 Moradores do Horto sofrem com ameaças de remoção. A que se deve isso? Qual seria o objetivo?
 O motivo seria nada menos que tornar o bairro um dos mais conceituados, isso na opinião do governo. Tirar a maioria que não se encaixa no padrão de boa vida e mandar pra outros lugares.  Tentam explicar que a remoção deve-se a questão dos danos ambientais.
Segundo Juliana, uma advogada e ativista do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, '' O ultimo golpe dado foi a demarcação dos limites do Jardim Botânico, em que a área do Horto parece 'recortada', passando a interagir com o Jardim Botânico. O tribunal de Contas da União requisitou tal demarcação, que foi feita por um grupo de trabalho interministral e determinado que qualquer processo de regularização fundiária fosse paralisado ate a conclusão dos trabalhos. Observo que a regularização fundiária garantiria a permanência dos moradores''.
 Muitos moradores do Horto são tachados de invasores e acusados de destruírem o verde, mas basta olhar as mansões e condomínios e perceber que eles sim engoliram o verde sem justificativa.
 Querem tirar a parte 'pobre' do Horto e colocar Prédios, Condomínios, Restaurantes etc, tudo isso caro, para que os moradores se sintam inferiores e procurem outro lugar para morar! 



 Girlane Fernandes

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Fotos do Horto , grupo das remoções .


( Durante a Copa de 2014 , moradores fazem uma manifestação criativa e que chama a atenção de quem passa por esta rua, de certa forma tentam dizer que o governo se preocupa mais com a Copa do que com os moradores que estão pra serem removidos de suas moradias no Horto.)


( Protesto dos Moradores )


( Protesto dos Moradores )


( Protesto dos Moradores )



( Protesto dos Moradores )


( Enquanto moradores que são considerados invasores e na verdade não são , outras pessoas estão construindo suas casas na área de mata fechada “os verdadeiros invasores” )



(Ao fundo, mansões erguidas no meio da mata)

( Protesto dos Moradores )


( Protesto dos Moradores )


“Falsa ecologia, preconceito real.”


( Esta cruz se encontra em um local onde já foi removida uma casa, é uma forma simbólica de “luto”. )



( Outra forma criativa dos moradores se manifestarem foi criando esse muro , onde cada pessoa complementava a frase com o seu motivo de não sair do Horto. “ Não saio daqui porque ... “ )

                                                           

                                                                                                                     
                                    ( Antiga vila operária, mansões na mata ao fundo )



("Fotos que a moradora guarda do protesto" )


("Fotos que a moradora guarda do protesto" )


("Fotos que a moradora guarda do protesto" )


("Fotos que a moradora guarda do protesto" )


("Fotos que a moradora guarda do protesto" )

("Fotos que a moradora guarda do protesto" )


("Fotos que a moradora guarda do protesto" )


("Fotos que a moradora guarda do protesto" )


("Fotos que a moradora guarda do protesto" )


("Fotos que a moradora guarda do protesto" )






Alunos : Adrielly , Edmar e Thaina
Do grupo das remoções 


A remoção do horto

Ação ou efeito de remover ou ser removido, transferência de lugar para outro e mudança.
Para os moradores do Horto é uma falta de respeito ter de ser removido do lugar onde viveram e vivem. Eles tem todo direito ficar mesta região, bom a retirada deles mostra que o Estado falhou com eles, porque se corrompeu com a mídia.  Esse tipo de ação é questionável, contra a remoção há grande quantidade de documentos no museu e historia de vida de pessoas que lá está.
Em pesquisas feitas em sites e entrevista com morador, vimos que a palavra remoção tem um significado: peder a sua historia e origem de um lugar bom  de morar e falta de compreensão. Remoção não vai salvar a floresta, só vai ter revolta  das pessoas e moradores  da comunidade do Horto.

"A remoção do Horto e ambiental ou de classe ? 

Enquanto famílias centenárias do Horto estão preocupadas com a tentativa de remoção de suas casas, moradores do condomínio Canto e Mello têm outra preocupação: por quantos milhões vão vender suas mansões construídas na década de 90. O condomínio fica a menos de 500 metros das casas do Horto, com as chuvas de 2010 uma piscina chegou a desabar sobre uma delas, e mesmo assim as mansões foram liberadas pela justiça em 2012 e o terreno não foi incluído na nova delimitação do Jardim Botânico, anunciada pela Ministério do Meio Ambiente na semana passada. Tanto os moradores do Horto como os do Canto e Mello vivem em terreno da União, mas recebem tratamento diferenciado do judiciário e do poder público. Por quê?

Veja a descrição do imóvel à venda, que ainda coloca a possibilidade de construção de novas casas na floresta: “Terreno de 2000 m² com 2 casas rusticas de 200 m² cada no Condominio Canto e Mello conhecido pelas mansoes. Ideal para construcao de uma nova casa. Possui agua de nascente no meio da Mata Atlantica com vista praia do Leblon no Alto Gavea. Apenas 8 minutos do Shopping Leblon”. A publicação é de 11 de maio de 2013 no ZAP. Há outra mansão a venda no condomínio. Criou-se um clima na cidade hoje que se aceita remover 600 famílias como se nada estivesse acontecendo, já são mais de 30 mil pessoas em todo o Rio. É mais uma onda de remoção na história da cidade, que atinge sempre a população de baixa renda e preferencialmente a que vive perto de áreas nobres, como no caso do Horto."


Thaina e Edmar grupo das remoções 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Roda de conversa do grupo das remoções

 No dia 23 de outubro de 2014 aconteceu uma roda de conversa na nossa escola, com os moradores do Horto. Falamos sobre a situação em que se encontram os habitantes do Horto, e ficamos sabendo que eles estão sendo ameaçados de retirada imediata de suas casas,  além de várias mentiras inventadas pela mídia (principalmente a rede globo ) . Falam que eles chegaram a pouco tempo e que estão desmatando o lugar .
  Na roda, além de nos inspirar e incentivar a fazer o trabalho de pesquisa sobre o Horto, ficamos sabendo de muitas coisas que contribuíram para a conclusão do mesmo. A roda foi muito importante , lá vimos a determinação , o sentimento das pessoas em deixar aquele lugar , até  porque viveram lá a vida toda .
   Na roda conhecemos poucos dos muitos que moram lá , mas que nos transmitiram muita coisa como felicidade e coisas boas , falaram das brincadeiras de quando eram crianças , que lá moram muitas gerações de familiares , lá todos se conhecem . Lá é um ótimo lugar de viver .

Walter do grupo "Horto das remoções"