domingo, 30 de novembro de 2014



                                      Horto Roça na Zona Sul do Rio de Janeiro                       O Horto Roça é uma denominação de uma parte tranquila do Horto, que ainda preserva algumas tradições que hoje em dia não são mais comuns nas cidades grandes, como as brincadeiras de roda, horta no quintal, conversa no portão...
É muito importante preservar essas tradições, pois nesse mundo moderno a comunicação entre as pessoas o olho no olho está se perdendo. As pessoas de hoje se comunicam através das redes sociais, o convívio entre os vizinhos se tornam mais chatas, há toda hora briga por não terem as mesmas opiniões e o mesmo ponto de vista de um com outro.
         Os moradores desse “Horto Roça” tem uma vida simples, mas bem mais saudável de quem vive nas cidades grandes, pois não tem aborrecimento e sem contar que não utilizam câmeras de segurança para vigiar suas casa, dormem despreocupados de portas e janelas abertas sem medo de serem roubadas, violência lá não se ver, brigas entre vizinhos raramente, exceções. Lá é um lugar bem calmo que tem poucos habitantes e os mesmos, moram lá por serem terras dos seus avós que deixaram como herança familiar.







fonte das fotos: www.museudohorto.org.br

Grupo: Sillas Brito, Gabriel Rodrigues e Raylan Soares

O texto só foi possível ter sido realizado a partir do conhecimento adquirido sobre o assunto em sala de aula com a professora de história Claudia Lobo que inclusive é moradora do horto, que também trouxe alguns moradores para relatar sobre diversos assuntos referente ao "Horto" em geral, tivemos o privilegio de conhecer o local e poder ter feito uma entrevista com os próprios moradores. 

Sobre a Roda de conversa :


A roda de conversa foi bastante interessante pois ela nos ajudou muito a expor nossas idéias com clareza e também esclarecer algumas duvidas que tínhamos, além de nos fazer entender mais sobre o assunto tratado e facilitar na hora de organizar as tarefas do nosso grupo.

por: Pedro Henrique Fernandes // Horto Chique
Entrevista a dona Denise, moradora há 30 anos.


1) Qual o primeiro o sentimento que vem quando fala em remoção dos moradores do horto? E por quê? 
R: Revolta. Por que é um ambiente aonde eu moro a anos e faz parte de mim.

2) O que você acha que deve melhorar ?
R: Os pensamentos dessas pessoas que não tiram da cabeça que tem que remover os moradores , só por que eles tem dinheiro e a gente vem de origem humilde acham que podem vim e mudar as coisas desse jeito , essa sociedade desculpa as palavras menina mais tá uma merda. Aonde os de renda mais superior a nossa que tem tomar conta.

3) O que você espera sobre esse projeto que a Globo esta apoiando da remoção dos moradores do horto?
R: Sinceramente não tenho mais nada a espera ou imaginar , seja o que Deus quiser , que ele toque no coração da cada um desses caras engravatados e é isso.

4) Você tem esperança de isso tudo um dia mudar ?
R: Esperança é a última que morre , eu acho isso uma injustiça total , eu moro aqui a 30 anos e nunca vi algo parecido .

Por: Geisiane Frutuoso // Horto Chique

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

 Roda de conversa


   o horto é uma comunidade de mais de cem anos, ela foi criada quando trabalhadores do jardim botânico construíram suas casas em volta do jardim , com a autorização do diretor do parque, ninguém invadiu nada. essas pessoas passaram suas casas de geração , as famílias foram crescendo e assim o horto foi crescendo. muitos anos se passaram e hoje o governo quer remover a comunidade alegando que eles estão morando sem permissão, em área pública que pertence ao parque . Os moradores dizem que é pior influência da mídia e do comércio. também alegam que muitas vezes chegam a ser humilhados. isso é um absurdo porque aqueles moradores moram lá a anos , não estão fazendo mal a ninguém , nem prejudicando. estão sendo removidos por ganância. todas as pessoas tem direito de ter uma vida digna sem humilhação , podendo escolher onde morar.

grupo: horto colonial
Vitoria oliveira

segunda-feira, 24 de novembro de 2014


                                                                Passei de campo




No passei de campo, a professora nos levou para conhecer cada parte ou tipo do Horto, como Horto Imperial, Horto Chique, Horto das Remoções e etc..
A professora também nos levou para conhecer algumas casas que estão dentro do Jardim Botânico as quais foram citadas no dia da roda de conversa.
Conhecemos também uma esvola que se encontra dentro do Jardim Botânico e que cada dia que passa eles a diminui e que já foi feito um portão para que não
ultrapassem mais, mostrou também que algumas casa que estão sendo construídas,acima do Horto, vamos dizer assim, que tem escavadeiras e etc.
Eles estão desmontando o Horto por que os moradores sempre estiveram lá e eles que chegaram agora estão acabando com tudo e as casas dos trabalhadores
da usina são lindas, também existe uma parte que meio que fecharam com muros dizendo que iriam fazer plantações de flores, só que até hoje não fizeram nada..


por: Mayara Magalhães // Horto Chique

terça-feira, 18 de novembro de 2014


HORTO COLONIAL

"A comunidade do Horto Florestal possui uma história tão antiga que remonta ao início do processo de colonização do Rio de Janeiro, ainda no século XVI. Segundo o cronista Vivaldo Coaracy, o Engenho D´El Rey foi fundado para o cultivo da cana-de-açúcar, pelo governador Cristóvão de Barros (1571-1575) e depois administrado por Antonio Salema até 1577. Para tal empreendimento, tentou-se utilizar a mão-de-obra indígena, mas essa foi rapidamente substituída pela africana, a qual constitui-se na primeira população da região. 


Em 1596 o Engenho D´El Rey foi vendido ao vereador Diogo Amorim Soares que, em 1609, voltou para Portugal, transferindo a posse do Engenho, por requerimento deferido pela Câmara dos vereadores, a Sebastião Fagundes Varela, como dote por seu casamento com a filha do então governador. Assim permaneceram, as terras e a Lagoa salgada da região, no nome de Fagundes Varela até que, em 1660, Rodrigo de Freitas de Mello e Castro herdou do sogro Fagundes Varela o engenho, que foi conservado em poder de sua família por 150 anos. Desde então, as águas salgadas em formato de coração passaram a se chamar Lagoa Rodrigo de Freitas. Diogo Amorim transformou o Engenho D´El Rey num grande latifúndio, incorporando as terras vizinhas e mudou o nome do empreendimento para Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, tendo sido uma das maiores propriedades da Freguesia da Gávea. 

Em 1808 D. João VI desapropriou o Engenho de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, de propriedade de Rodrigo de Freitas, para a construção de uma fábrica de pólvora. Alguns meses depois, fundou o Real Horto (que hoje é o Instituto Jardim Botânico). Para tais empreendimentos, houve uma 2ª onda populacional, pois os trabalhadores da fábrica e do parque foram convidados a residir nas proximidades do trabalho. Em 1811, foram erguidas vilas para a instalação dos trabalhadores da fábrica de pólvora e do Jardim Botânico. Assim, gerações de famílias de funcionários e descendentes de funcionários da antiga fábrica e do Jardim Botânico construíram uma comunidade nos arredores do parque, com autorização (formal e informal) das diversas administrações do Jardim Botânico e/ou do Ministério da Agricultura, instância de poder a que o Horto Florestal estava subordinado na época. 

Com o advento da República e seus projetos de industrialização surgiram as fábricas de tecidos na região, como a famosa América Fabril. Delas decorreram as vilas operárias, um casario bastante emblemático do início da história operária no país e localmente conhecido como Chácara do Algodão. Esta foi a 3ª onda de ocupação pelos habitantes do Horto. "
  
Paloma, Maria luisa e Ana carolina 
grupo horto colonial 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Horto Chique

 Moradores do Horto sofrem com ameaças de remoção. A que se deve isso? Qual seria o objetivo?
 O motivo seria nada menos que tornar o bairro um dos mais conceituados, isso na opinião do governo. Tirar a maioria que não se encaixa no padrão de boa vida e mandar pra outros lugares.  Tentam explicar que a remoção deve-se a questão dos danos ambientais.
Segundo Juliana, uma advogada e ativista do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, '' O ultimo golpe dado foi a demarcação dos limites do Jardim Botânico, em que a área do Horto parece 'recortada', passando a interagir com o Jardim Botânico. O tribunal de Contas da União requisitou tal demarcação, que foi feita por um grupo de trabalho interministral e determinado que qualquer processo de regularização fundiária fosse paralisado ate a conclusão dos trabalhos. Observo que a regularização fundiária garantiria a permanência dos moradores''.
 Muitos moradores do Horto são tachados de invasores e acusados de destruírem o verde, mas basta olhar as mansões e condomínios e perceber que eles sim engoliram o verde sem justificativa.
 Querem tirar a parte 'pobre' do Horto e colocar Prédios, Condomínios, Restaurantes etc, tudo isso caro, para que os moradores se sintam inferiores e procurem outro lugar para morar! 



 Girlane Fernandes