quinta-feira, 13 de novembro de 2014

HORTO IMPERIAL

HORTO IMPERIAL


"No Horto há uma enormidade de costumes que remontam aos ...signos e símbolos afrodescendentes. Há, ainda, documentação secundária que inclui o Horto como parte das rotas de fuga quilombolas da cidade do Rio de Janeiro à época dos movimentos abolicionistas, como claramente demonstrou o renomado historiador Eduardo Silva." 
 Solar da imperatriz antes de ser reformado.
Solar da imperatriz depois da reforma.



"No porão do Solar da Imperatriz, continha evidências da escravidão (correntes e ferros em que os negros eram aprisionados) até pouco tempo atrás, quando uma obra do IJB para ali construir sua cafeteria descaracterizou esse rico acervo. Mas felizmente ainda hoje podemos aferir que ali existiu também uma senzala, o que igualmente é atestado por meio da memória dos habitantes mais antigos da região que contam histórias das correntes e dos gemidos que ali tinham lugar. Esta senzala tinha características de uma Casa senhorial típica do século XIX, quando as construções imperiais das Fazendas de Café (sobretudo as fluminenses) incluíam a senzala no interior da Casa Grande, normalmente em seu porão. Sabe-se, ainda que o Solar passou por obras grandes e estruturais em 1875, quando o governo Imperial desapropriou a Fezenda dos Macacos (o último nome que delimitava a área do Solar da Imperatriz em alusão ao Rio dos Macacos) para ali instalar o Asilo Agrícola."




Detalhes da fachada e dos fundamentos da construção que pode ter abrigado a Casa Grande e  a Senzala do Engenho

"No Morro das Margaridas há a ruína do que teria sido a Casa Grande do Engenho D´El Rey, depois chamado Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa. Lá vestígios arquitetônicos e a memória social dos moradores identificam aquela documentação como "a antiga senzala". "

"A senzala do Morro das Margaridas, hoje em ruína mas mapeada como sítio histórico do Horto, abrigou os primeiros proprietários e escravos dos engenho D´el Rey e Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, a partir de 1575. Representa um tipo de construção característico das primeiras fazendas brasileiras  e de suas casas de escravos, aos moldes dos desenhos de Cícero Dias na 20a edição de Casa Grande e Senzala (Freyre, 1980): um barracão pobre e rústico integrado a uma Casa Grande e o terreiro, onde se cultivavam animais domésticos e se reuniam costumes e saberes, etc." 

Milena do grupo Horto Imperial.

Fonte: http://www.museudohorto.org.br. 
Fotos: Google Imagens.

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