quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O COMEÇO DE TUDO: HORTO NA EPÓCA DO IMPÉRIO.

"Em 1808, logo após a chegada da família Real Portuguesa ao Brasil, em virtude do Bloqueio Continental decretado em 1806 por Napoleão Bonaparte, que ameaçava invadir os países que mantivessem comércio com a Inglaterra, o Engenho foi desapropriado pela Fazenda Nacional, ordenando-se um levantamento cartográfico da área, com o objetivo de se escolher o melhor sítio para abrigar uma fábrica de pólvora e um Horto Real. 

A fábrica de pólvora deveria ser capaz de produzir o suficiente para a defesa da nova capital portuguesa e o Horto Real tinha o objetivo de aclimatar plantas exóticas que poderiam vir a ser úteis para o desenvolvimento agrícola e industrial da metrópole portuguesa. 

O mundo vivia a passagem do capital comercial para o capital industrial, o que acelerava a busca européia por mercados potencialmente ricos em matérias primas capazes de suprir uma indústria nascente. 
Muito mais do que apenas descrever e classificar as espécies botânicas existentes no Brasil buscava-se a sua aplicação econômica na medicina, na alimentação e na tecnologia. Paralelamente, notava-se também no governo português o desejo de introduzir no Brasil espécies exóticas, capazes de aqui se aclimatarem e desenvolverem. Daí o grande incentivo à criação dos Hortos Botânicos. 

Deste modo, em 1808 estabelece-se o Real Horto, no Rio de Janeiro, transformado em 1811 em Real Jardim Botânico e franqueado ao público a partir de 1819, quando foi dado o primeiro passo efetivo para a criação de outros jardins."

Milena , grupo Horto Imperial
Foto: Google Imagens

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