Chácara do Algodão
A Companhia América Fabril comprou a Fábrica Carioca de Tecidos em 1920. Assim, todo o casario operário do Horto passou à propriedade da América Fabril. Porém as terras da região eram, e ainda são, da União. As vilas operárias situavam-se onde hoje se encontram as ruas Abreu Fialho, Caminhoá, Estella, Pacheco Leão, Fernando Magalhães, Alberto Ribeiro e Mestre Joviniano.
A sua antecessora, a Fábrica Carioca tinha um Clube para os seus funcionários, situado onde hoje é a Rede Globo (Rua Von Martius) e era tradicional no seu time de futebol e nos bailes que promovia. Havia ainda a Escola da Fábrica, a farmácia da Fábrica... uma série de instituições de fomento a Cultura e ao lazer dos trabalhadores. Muito desse patrimônio foi incorporado pela América Fabril e alguma coisa ficou para trás no tempo, restando apenas na memória dos moradores.
O encerramento das atividades da América Fabril se deu em 1962 e desde então houve bastante conflito de interesses na região entre a especulação imobiliária e a resistência dos moradores das vilas operárias. A escola, o clube, a farmácia e o terreno da própria fábrica foram vendidos, mas a vila operária acabou conseguindo resistir no tempo, mas não sem antes haver muita luta por parte de seus moradores.
A Companhia América Fabril quis negociar os terrenos das casas operárias com o capital imobiliário. Houve 25 anos de brigas na justiça até que em 1987 foi publicado um acórdão dando ganho de causa à Fábrica. A Associação de moradores da Chácara do Algodão levou um pedido de tombamento do local ao prefeito Saturnino Braga. Esse novo fato provocou a falência total da América Fabril e esta foi então liquidada pelo Banco Central. Assim os moradores puderam permanecer em suas casas e muitas famílias estão ali até hoje.
-Matheus, horto fabril.
Fonte: http://www.museudohorto.org.br/localidade?id=1135

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